11 Episódios | Duração média dos eps. 25 min.

A série de seis programas "Danças Brasileiras" circula por todo o Brasil o conhecimento e apresentando o trabalho de pesquisa de Antônio Nóbrega e Rosane Almeida, junto a grupos regionais e folclóricos de dança. O projeto tem o desafio de pesquisar, criar e sistematizar uma linguagem de movimentos corporais, que pode ser chamada de "Dança Clássica Brasileira". Ou seja, trata-se da invenção e elaboração de um sistema coreográfico baseado nos gestos, gingados e manobras de nossos ritmos e danças populares. Um outro sistema "Clássico".

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Samba | 1
Sinopse: O samba é a cara do Brasil: de marginal passou à herói de ritmo perseguido pelas elites no início do século, virou símbolo nacional. O samba era proibido, o pandeiro era proibido. Suas origens são danças africanas: o lundu, cateretê e o batuque. E suas influencias ainda hoje estão fortemente presentes. É o que prova um grupo de mulheres numa pequena cidade sergipana. A histórica Mussuca reúne um grupo de Samba de Parelha onde suas integrantes buscam manter vivas suas tradições afrodecendentes. No Recôncavo baiano a figura masculina é a responsável pelo tocar do pandeiro, da viola e do atabaque, que norteam os gingados sensuais dos quadris femininos. O Samba de Roda do Recôncavo baiano e o Samba de Parelha são apenas duas modalidades do ritmo que inspira os movimentos sedutores e elegantes, do nosso "sambar"...
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Maracatus | 1
Sinopse: Maracatu Nação e Rural. Pernambuco é muito mais do que frevo e folias carnavalescas. Um dos folguedos mais bonitos da região é o Maracatu, música e dança de negros que vieram da África trabalhar como escravos no Brasil. O Maracatu do Baque Virado, o "Nação", é típico das áreas urbanas. Sua dança se mantém mais fiel ao cortejo real de Reis, Rainhas, Príncipes e Princesas, duques e duquesas, apresentados pela escravaria no período colonial, para celebrar a coroação do rei negro Congo. O maracatu do Baque Solto é rural e nasceu da fusão de folguedos que existiam nos engenhos de cana-de-açúcar. Seus personagens são o Mestre, Mateus, Catirina, caçadores, caboclos de pena e caboclos de lança. O cortejo no Maracatu Nação é marcado pela movimentação cheia de saltos e malabarismos do caboclo de lança. Um manto bordado com vidrilho e lantejoulas, a "gola", é a marca de sua vestimenta. O surrão, bolsa com guizos e chocalhos amarrado à sua cintura, da um toque primitivo e enlouquecido a esse personagem barulhento que rodopia, assusta e abre espaço na multidão para que o cortejo possa passar.
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Candomblé e Tambor de Mina | 1
Sinopse: Candomblé - A performance dos Orixás inclui o corpo em possessão e transe, acompanhado pelos sons dos atabaques, pelas cores vivas das vestimentas, pelos símbolos e tributos dos orixás e o rito acontece tomado pelo cheiro de alfazema no ar. Cada entidade tem sua roupa e seus adereços próprios. Os rituais e cerimônias se dão numa atmosfera holística, (na falta de melhor termo) reunindo ambas as forças, a negativa e a positiva, que se movimentam de maneira equilibrada e harmônica. Tambor de mina - Festa religiosa dos negros Gege-Nagôs, mantida pelos seus descendentes. É o equivalente maranhense do Candomblé da Bahia. Os instrumentos usados são os tambores: grande ou "rum", médio ou "glupi", menor ou "rumpli" e agogô, além de cabaça com rede de contas. O número de componentes varia de 25 a 40, e a roupa dos brincantes é de tecido de algodão branco enfeitado de rendas da mesma cor. Como adorno, usam vários colares coloridos, de acordo com o santo a que homenageiam.
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Danças Gaúchas e Irmãos Aniceto | 1
Sinopse: Danças Gaúchas - O gaúcho é o principal agente da tradição pastoril do Rio Grande do Sul. Sua indumentária consta de: bombacha, bota, espora, guaiaca (cinto), lenço ao pescoço, chapéu de feltro, faca à cintura. A companheira do gaúcho é a "prenda", que usa roupa singela herdada das mulheres "açorianas". Os principais hábitos do gaúcho são: beber o chimarrão (infusão de erva nativa com água quente) o churrasco arroz de carreteiro abrigar-se com poncho (capa de inverno), dançar. Laçar e bolear.São muitas as danças desenvolvidas pelo grupo Tropeiros da Tradição. As que serão apresentadas, dividem-se em masculinas e de pares. Irmãos Aniceto - É uma banda de pífanos (ou pifes), também conhecida (a banda) como Zabumba ou Esquenta-Muié em outros Estados nordestinos. Tem gente que diz que é o conjunto instrumental mais antigo, característico e importante da música folclórica brasileira. Formação: pífanos caixas e zabumbas. Com esses poucos instrumentos tocam uma variedade inesgotável de ritmos.
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Batuque Paulista e Jongo | 1
Sinopse: Batuque Paulista - Herança deixada pelos antigos escravos. Rememora e perpetua a tradição de danças de terreiro, com as suas umbigadas e o som da percussão (o tambu, o quinjêngue, a matraca, o guaiá e a cuíca). Jongo O Jongo é mais uma manifestação da cultura popular de base afro-brasileira. Também conhecido por Caxambu, tem canto e dança de grande beleza melódica e coreográfica. Jongo, é o canto e a dança. Caxambu, é a batida dos tambores, confundindo-se as duas denominações. O Jongo é considerado um dos ritmos precursores do Samba e foi trazido para o solo brasileiro pelos escravos angolanos.
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Cavalo Marinho e Reisado | 1
Sinopse: Cavalo-Marinho. Para muitos é uma brincadeira proveniente das Senzalas, para outros uma variante do Bumba-meu-Boi. O Cavalo-Marinho é uma apresentação teatral, um jogo, uma disputa, uma brincadeira. Por isso as máscaras, figuras e o desenvolvimento dos personagens são muito importantes. Um encontro de Cavalo-Marinho jamais se repete. Cada apresentação do espetáculo é um espetáculo. Cada brincante, individualmente, tem um papel essencial, pois a figura não está na máscara, nem no traje, mas sim no estilo pessoal de cada um, seus trejeitos, mandinga e gracejo. O Reisado é uma manifestação de alegria e devoção aos Santos Reis. Veio de Portugal e aqui se misturou com outros ritmos, quase sempre abandonando o tom tristonho das cantigas e toadas portuguesas e se firmando mais nos tambores. Sua encenação conta com o Mestre, que tem o conhecimento e a força para realizar a brincadeira, o rei, a rainha, os contramestres, embaixadores e a Catirina, noiva e parelha do Mateus.
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Caboclinho e Toré | 1
Sinopse: O Caboclinho é de origem indígena. A formação é a de um cortejo que segue pelas ruas. A coreografia, mais do que o texto e a música, é que conta a história. Trata-se de um verdadeiro bailado. Fantasiados de índios, os caboclinhos circulam pela cidade com suas danças marciais e o som da pancada e estalidos de dezenas de arco-e-flechas. Eles agitam os arcos-e-flechas apontando para o ar, como se estivessem caçando pássaros e flexionam as pernas com força. O bailado é rápido, com os caboclinhos se levantando e abaixando, ao mesmo tempo em que rodopiam, apoiando-se nas pontas dos pés e calcanhares. A dança pode ser individual ou coletiva. O Toré é parte de um conjunto mais amplo de crenças e bailados comum aos povos do sertão. Entre os índios do Nordeste, o Toré representa um símbolo de união e afirmação étnica. Cada grupo dança de uma forma própria, com suas especificidades. Os índios dançam sob a marcação do maracá, um instrumento sagrado que convida os espíritos dos antepassados, a fim de que façam revelações, e em coro respondem às "toantes" tiradas pelo Pajé.
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Moçambique e Coco Alagoano | 1
Sinopse: O Moçambique é de origem afro-brasileira, praticado pelos escravos e característico de Minas Gerais e São Paulo. A coreografia é rica sobretudo com o manejo de bastão. Há a toada pelo solista e o coro responde. Alguns grupos ainda conservam a parte dramática e outros apenas a parte dançante, entre elas, simulação de batalha. É uma dança religiosa. Coco Alagoano - O coco é uma dança de roda, composta por pares que ´dançam´ o gogó do pinto (espécie de enlaçado entre os casais). Tem um forte sapateado, o trupé (procedente dos passos fortes que amassavam o chão de barro) e a umbigada.
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Boi Bumba e Mestre Sala e Porta Bandeira | 1
Sinopse: Boi bumba - Caracterizado pela forte percussão, o Boi-de-Matraca é o mais excitante. Tem forte apelo popular e, por isso, arrasta multidões em seus desfiles. Seus grupos têm o maior número de integrantes, e sua indumentária é a mais simples de todos os sotaques. Mestre sala e porta bandeira - Como tantas outras manifestações culturais brasileiras a dança do Mestre-Sala e da Porta-Bandeira é uma miscigenação cultural entre os maneirismos do minueto dançado nos salões dos senhores e a arte da dança exercitada nos lundus dos negros escravos. A dança foi assumida e patenteada nos Ranchos das primeiras décadas do século XX. Posteriormente, tornou-se uma das grandes expressões dos desfiles das Escolas de Samba cariocas.
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Tambor de Crioula e Coco Zambe | 1
Sinopse: Tambor de Crioula - A tradição do Tambor de Crioula vem dos descendentes africanos. É uma dança sensual, excitante, que apresenta variantes quanto ao ritmo e a forma de dançar, e que não tem um calendário fixo, embora seja praticada especialmente em louvor a São Benedito. É dançado apenas por mulheres, que fazem uma roda, em cujo centro evolui apenas uma delas. O momento alto da evolução é a "punga" ou umbigada. A punga é uma forma de convite para que outra dançarina assuma a evolução no centro da roda. Coco de Zambê - Uma roda, composta só por homens, se forma em torno dos instrumentos. Toda a dança é uma reverência ao instrumento, o zambê. Há um tirador e um coro de três pessoas para segurar as respostas. Mas, em geral, os dançarinos também cantam. São temas ligados ao ambiente - a mata, o mar, etc. É uma dança dionisíaca e contagiante. Conta também com uma herança ibérica, que incrementa batida afro - surgiu em antigas aldeias de Pescadores.

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