Ruptura e Tradição


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O episódio que encerra a série sublinha o caráter transgressivo de Jesus Cristo. O Jesus histórico, ainda em sua condição judaica, antecedendo o cristianismo, aparece como ligado a uma rede trançada por gerações na gestação de um ser-humano maior. Não seria o filho de pedigree castiço mas um ser-humano mutante e ilícito. Seu julgamento foi comandado pelo corpo, onde diante do povo estava um malfeitor e um benevolente, um ladrão e um santo? Ou pela alma, onde se estava diante de um ladrão que era filho legítimo de um pai e de estirpe inquestionável e de um santo bastardo? Com o passar do tempo, a Igreja tornou Jesus o símbolo maior da tradição, guardião da moral universal e excluiu a transgressão que transforma o “filho de um pai” em “filho do Pai”, de Deus. O linguista Noam Chomsky ressalta que nos antigos textos há uma tradição de interpretação onde se pode usar as palavras da Bíblia em diferentes contextos. Steven Greenberg, o primeiro rabino ortodoxo abertamente gay, comenta que há duas histórias sobre a criação em sentidos opostos: em uma delas Deus está no comando e, no Midrash, Deus não está controlando tudo. Para o escritor Etgar Keret, as tradições são uma questão subjetiva. A filósofa Rebecca Goldstein destacou que Espinoza é um racionalista convicto, mas há algo místico em sua metodologia, como rituais. Outra cientista entrevistada nesse episódio é a geneticista Eva Jablonka. Ela defende que as pessoas que contestam o status quo impulsionam o processo evolutivo. A rabina Yiscah Smith, que fez a transição de sexo, relembra que até seu aniversário de 50 anos vivera sob uma mentira. Passamos para o relato transgressivo do rabino Zalman Schater, que foi repreendido informalmente ao participar de ritos católicos e do candomblé em uma visita ao Brasil. Após fazer uma prece ao lado de Franz Krajcberg, Nilton Bonder encerra a série com uma reflexão sobre desobediência e imortalidade.
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Aplicabilidades Pedagógicas



Etapa/Nível de Ensino: Ensino Médio

Área de Ensino: Ciências Humanas

Componente Curricular/Disciplina: Filosofia, Sociologia


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52 min
2017
Brasil
LIVRE

Séries: Alma Imoral | 5 Episódios de 52 Minutos

Diretor: Silvio Tendler

Sinopse: O episódio que encerra a série sublinha o caráter transgressivo de Jesus Cristo. O Jesus histórico, ainda em sua condição judaica, antecedendo o cristianismo, aparece como ligado a uma rede trançada por gerações na gestação de um ser-humano maior. Não seria o filho de pedigree castiço mas um ser-humano mutante e ilícito. Seu julgamento foi comandado pelo corpo, onde diante do povo estava um malfeitor e um benevolente, um ladrão e um santo? Ou pela alma, onde se estava diante de um ladrão que era filho legítimo de um pai e de estirpe inquestionável e de um santo bastardo? Com o passar do tempo, a Igreja tornou Jesus o símbolo maior da tradição, guardião da moral universal e excluiu a transgressão que transforma o “filho de um pai” em “filho do Pai”, de Deus. O linguista Noam Chomsky ressalta que nos antigos textos há uma tradição de interpretação onde se pode usar as palavras da Bíblia em diferentes contextos. Steven Greenberg, o primeiro rabino ortodoxo abertamente gay, comenta que há duas histórias sobre a criação em sentidos opostos: em uma delas Deus está no comando e, no Midrash, Deus não está controlando tudo. Para o escritor Etgar Keret, as tradições são uma questão subjetiva. A filósofa Rebecca Goldstein destacou que Espinoza é um racionalista convicto, mas há algo místico em sua metodologia, como rituais. Outra cientista entrevistada nesse episódio é a geneticista Eva Jablonka. Ela defende que as pessoas que contestam o status quo impulsionam o processo evolutivo. A rabina Yiscah Smith, que fez a transição de sexo, relembra que até seu aniversário de 50 anos vivera sob uma mentira. Passamos para o relato transgressivo do rabino Zalman Schater, que foi repreendido informalmente ao participar de ritos católicos e do candomblé em uma visita ao Brasil. Após fazer uma prece ao lado de Franz Krajcberg, Nilton Bonder encerra a série com uma reflexão sobre desobediência e imortalidade.

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